terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Conto - Pesados Elos

Cena do filme "Nosso Lar"
Houve algumas épocas em que meu animismo (ou a mediunidade básica que é latente a todo encarnado), estava mais "desperto", geralmente durante as longas crises depressivas pelas quais já passei, então eu sofria o que se pode chamar de "ataque psíquico": pesadelos (lugares destruídos e uma escuridão opressiva que engolfava toda tentativa de se fazer luz ao acender uma fonte de luz, fosse uma vela ou lâmpada); visões de matéria bioplasmática deletéria (que muito se assemelha a um óleo negro espesso ou lodo) escorrendo de paredes e teto; espectro escuro esfarrapado, como fosse um trapo (muito parecido com os dementadores de Harry Potter - que não são apenas personagens da ficção fantasiosa, creia); pequenas pressões pelo corpo que causavam alguma dor ou queimação; e um medo, pavor, descomunal que sentia do nada, que chegava a sufocar. Bem, como tudo para mim é passivo de virar história, tudo é experiência, mesmo as más experiências são boas para serem usadas, muitas dessas doideiras que me ocorreram eu transcrevi nos contos, romances e, principalmente, nas fanfics.
O conto logo abaixo é um dos capítulos das minha fanfic Animago Mortis. O capítulo tem por nome "Pesados Elos", que tanto pode ser mesmo pesados elos (de vidas anteriores, vivências anteriores nada saudáveis e cristãs) quanto a "pesadelos", pois a situação do ataque psíquico ou espiritual se dá durante o sono do personagem. Neste conto, há escrita muitas experiências próprias, inclusive o encontro com os dois espíritos que são os pais de Nicolai. Neste caso, esse fato se remete há mais de 25 anos atrás em que eu, com apenas 8 anos, fui levada a um centro de Umbanda para uma desobsessão (meu carma é pesadíssimo, rs) e na tal sessão se manifestaram dois espíritos nas condições psicológicas como as que são retratadas no conto.

Por que todo esse blá-blá-blá? Supondo que eu seja uma pessoa realmente sã, quero mostrar que muita coisa foi experiência vivida e não apenas invenção da minha mente sórdida. Supondo, é claro, que eu seja mesmo uma pessoa mentalmente saudável...

Este conto foi adaptado para a seleção do Histórias Fantásticas 3, que, ao que mesmo lhe parece, não foi selecionado (como sabia que isso aconteceria, não me dei ao trabalho de escrever nada inédito - não merecia, de qualquer forma).

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